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ANGLONUBIANA

A raça Anglo-Nubiana tem origem ligada ao Império Britânico, a partir cruzamento de
bodes da Núbia, na África, com cabras inglesas, sendo desenvolvida historicamente com
foco na produção de leite. Seu leite foi amplamente utilizado para alimentação de
tripulações em navios ingleses. No Brasil, a raça chegou na década de 1920 e destacou-se
pela rusticidade e boa adaptação a diferentes climas, especialmente nas regiões Nordeste e
Sul, com maiores plantéis concentrados nos estados da Bahia, Pernambuco, Piauí e Ceará.

BHUJ

A raça Bhuj é originária da região de Kutch, nas proximidades do golfo de Kutch, na Índia, sendo reconhecida pela sua docilidade e bom desempenho produtivo. Introduzida no Nordeste do Brasil, foi utilizada em cruzamentos com caprinos Nubianos e outras raças oriundos da Índia, dando origem a animais de grande porte e dupla aptidão, voltados tanto para a produção de carne quanto de leite. Destaca-se ainda pela sua elevada capacidade de adaptação às condições ambientais brasileiras.

BOER

Raça caprina indígena melhorada por muitos anos com alguma infusão de sangue dos caprinos Angorá, europeus e indianos. O nome é derivado da palavra holandesa boer que quer dizer fazendeiro e foi usado, provavelmente, para distinguir as cabras nativas das Angorá que foram importadas pela África do Sul durante o século 19. Raça de dupla aptidão, carne e pele, principalmente carne.

CANINDÉ

A raça Canindé surgiu a partir da adaptação de caprinos introduzidos pelos colonizadores portugueses na região do Vale do Rio Canindé, no estado do Piaui. Desde o período colonial, esses animais evoluíram sob as condições climáticas adversas do Nordeste brasileiro, dando origem a uma raça altamente adaptada ao semiárido. A denominação “Canindé” pode estar associada tanto à tanga branca utilizada pelos escravizados quanto à própria região onde a raça se consolidou.

KALAHARI

A raça Kalahari foi desenvolvida na África Austral como
uma raça caprina de aptidão cárnea, criada
relativamente há pouco tempo, mas que rapidamente
ganhou popularidade entre produtores devido à sua
elevada produtividade e baixa exigência de manejo.
Caracteriza-se pela coloração avermelhada da
pelagem, porte avantajado e rápido ganho de peso,
atributos que representam uma vantagem marcante e
consolidam a raça como uma excelente opção para a
produção de carne.

MAMBRINA

A raça Mambrina foi desenvolvida a partir de caprinos originários da Síria, sendo
introduzida no Brasil no final do século XIX. Ao longo do tempo, destacou-se pela sua
rusticidade e elevada capacidade de adaptação às condições locais, tornando-se uma das raças caprinas mais conhecidas e valorizadas do país, com especial relevância no estado da Bahia.

MOXOTÓ

A raça Moxotó tem origem nas cabras introduzidas pelos colonizadores no Nordeste, em especial no Vale do Moxotó, no estado de Pernambuco. Ao longo do tempo, adaptou-se de
forma eficiente ao clima semiárido, espalhando-se por diversos estados da região, com destaque para Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Piauí, desempenhando um papel relevante na subsistência e na economia local.

MURCIANA

A raça Murciana foi desenvolvida no sudeste da
Espanha, abrangendo as regiões de Murcia, Almería,
Granada e Alicante, sendo originalmente selecionada
para a produção de leite devido à sua capacidade de
manter bons níveis produtivos em áreas secas e com
escassez de nutrientes. Destaca-se pela sua elevada
resistência e adaptabilidade a diferentes condições
climáticas, características que favoreceram a sua
difusão e utilização em diversas regiões.

SAANEN

Originária da Suíça, do Vale de Saanen, nos cantões de Berna e Appenzell. Raça muito explorada na Europa e Estados Unidos e em outros países por sua alta produção leiteira e persistência da lactação. Vive bem em regime de confinamento, exigindo cuidados e boa alimentação. Adaptou-se bem no Brasil, tendo um bom desenvolvimento zootécnico.

SAVANA

A raça Savana, também conhecida como o “Nelore das
cabras”, foi desenvolvida na África do Sul e destaca-se
como uma das raças caprinas de maior potencial
produtivo, sendo reconhecida pelo elevado rendimento
e pela excelente qualidade de carcaça. Introduzida no
Brasil em 1957, ganhou ampla aceitação devido à sua
rusticidade, alta resistência a parasitas e boa adaptação
a diferentes sistemas de produção.